Mostrando postagens com marcador Singer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Singer. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de junho de 2010

NNEKA

Nigeriana de origem, Nneka Egbuna no final dos anos 80, aos 8 anos, por questões pessoais as quais ela pouco fala, mudou-se com seu pai para a Alemanha, terra natal de sua genitora, que não participou de sua criação

Sua ligação com a música partiu de iniciativa própria, visto que seu pai é arquiteto e fazendeiro e sua formação acadêmica é em antropologia.

Seus temas retratam as angústias de milhares de africanos "exilados" na Europa, que tentam manter suas origens e se preocupam com as questões políticas e sociais de sua terra natal.




Nascida Warri, a "cidade do petróleo", Nneka transita entre a Alemanha e a Nigéria, mas seus temas continuam fieis às suas origens e transmitem a saudade que sempre sentiu de seu país, a exploração das industrias petrolíferas sofrida por seu povo e a luta pela democracia e liberdade artística, além de questões pessoais.

Nneka tem como principal influência, seu conterrâneo Fela Kuti, criador do afrobeat e uma espécie de líder artístico e político do seu povo. Mas, apesar de todo orgulho e devoção à sua origem, Nneka admite que se tivesse permanecido na Africa, jamais teria chance de produzir seus álbuns, pois não teria vivido e visto certas coisas.  

Em sua música, pode-se notar a fusão do reggae, rap, funk, trip hop, soul, afrobeat, hip hop e jazz, o que leva os críticos a chama-la de nova "Lauryn Hill", comparação que Nneka, de personalidade forte, diz ser uma necessidade da mídia e não dela. Apesar disso, não nega a influência e admiração pela diva americana e de sua extinta banda Fugees.

Seu primeiro álbum, "Victim of Truth, foi mal distribuído e não obteve o sucesso que merecia, mas o segundo álbum, "No Longer at Ease", lançado em 2008, logo ganhou proporção mundial, graças a ele e à apresentações no line up de festivais abrindo shows de artistas como Sean Paul e Gnarls Barkley, seu trabalho anterior também foi reconhecido e admirado.

Para quem está acompanhando a Copa da Africa do Sul, pode ouvir-la na canção"Viva Africa", tema do álbum ''FIFA World Cup 2010''.

sábado, 12 de junho de 2010

A VERDADEIRA RAINHA

Essa mulher... quando abre a boca, os sons ecoam na amplitude de seu reinado, é simplesmente apaixonante, tanto quando canta, quanto quando fala. Compositores de seu tempo passaram a compor imaginando como a música seria cantata por Elis Regina.

Sua sinceridade e sua gana quando toma a música para si são inigualáveis. Afirmar que Elis Regina, quando canta uma música a toma para si é tão verdade, que quando qualquer artista se atreve a cantar alguma música já interpretada por ela, a comparação é tão cruel que logo coloca a "viola no saco" e desiste.


Sua existência é tão sublime, que é difícil falar dela no pretérito, parece que ela ainda está fisicamente por aqui, pois sua cantoria tem tanta vida que a torna imortal, toda gravação parece ao vivo tamanha é sua entrega a cada nota, mesmo ouvindo por diversas vezes, cada audição parece única.

É o tipo de artista que não depende de nacionalidade, pedigri, moda, muito menos  aristocarcía que a justificasse, onde quer que ela nascesse, brilharia do mesmo jeito. Nada ofuscaria sua luz, nem mesmo no pântano de um país subdesenvolvido em plena ditadura a fez calar-se. Era a cantora preferida de todos os gêneros, se misturava em todos os meios da música, mesmo com personalidade forte, todos sucumbiam ao seu talento.

Assistí-la cantar e falar é apaixonante, sempre com a emoção nos olhos, cada palavra gritada ou sussurrada tem um porque que não está na razão, é impossível não se envolver com toda a sinceridade de suas interpretações e opiniões.

É uma chama forte e brilhante, mas  se expôs tão impunemente, que a pressão do sucesso e o peso de ser uma estrela, veio como um sopro forte e à apagou. Acendeu, brilhou e se apagou, foram mais de 20 anos (blues) de brilho intenso, incandescente que iluminava e aquecia a existência de quem era contagiado por sua voz.

O programa ENSAIO, dirigido e "apresentado" por Fernando Faro,  ainda exibido na TV Cultura, às quartas, 23 horas, é uma relíquia, pois possui um acervo fantástico, além de ainda trazer artistas da atualidade. Seu formato é interessante, pois o entrevistador não aparece, apenas  utiliza técnicas indutivas por trás da câmera sem intervenções diretas.  É uma grande oportunidade de conhecer a obra de grandes nomes da música brasileira, como é o caso de Elis Regina.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COMETA BUCKLEY 2

Este é daqueles artistas do tipo "cometas", pois são tão raros e passam tão rápido, que só os mais sensíveis e avisados conseguem perceber.

A tragetória é rápida, mas é claro que alguma coisa fica e, neste caso, este deixou muita coisa, mais em intensidade do que em quantidade. A sensação é que você está curtindo um filme inacabado, as próximas cenas seriam fantásticas, mas o meio vira o fim.


Filho de outro tão importante cometa, Tim Bukcley, cresceu tentando não ser comparado ao pai, se limitou a estudar guitarra, até o dia que em um show tributo à seu pai, decidiu cantar. Foi comparado, mas não ficou à sombra, buscou estilo próprio e arrancou apaixonados elogios de artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox e Jimmy Page.

Poderia ter feito mais, poderia ter influenciado mais, poderia, poderia, poderia... Mas a obra dele está ai, era um exímio compositor, cantor e guitarrista, bastam só alguns minutos de audição para saber que ele veio ao mundo e não perdeu a viagem, sua voz, seu estilo próprio e sua verdade são singulares, ainda mais nesse mundo fake de hoje.

A expectativa de todos era grande, decolou rápido para o sucesso e reconhecimento no meio artístico e no público, seu voo certamente atingiria o grande público, até que no dia 29 de Maio de 1997, quando trabalhava em seu segundo álbum, antes de se encontrar com sua banda, resolveu dar um mergulho no Wolf River. Só foi encontrado morto no dia 4 de Julho, perto do Mississippi.

Contudo, seu trabalho ficou, é admirado até hoje por artistas, músicos e fãs do mundo todo. Para quem quiser conhecer um pouco mais, eis a discografia, inclusive com alguns DVDS:

Álbum de originais:

* 1994 - Grace

Álbuns "ao vivo":

* 1993 - Live at Sin-é
* 1995 - Live from the Bataclan
* 2000 - Mystery White Boy
* 2001 - Live À L'Olympia
* 2003 - Live at Sin-é (Legacy Edition)

Compilações:

* 2002 - The Grace EPs
* 2004 - Grace (Legacy Edition)
* 2007 - So Real: Songs from Jeff Buckley

Álbum póstumo:

* 1998 - Sketches for My Sweetheart the Drunk

Parcerias:

* 2002 - Songs to No One 1991-1992 (colaboração com Gary Lucas)